Aquele senhor que vendia flores, uma vez fez a gentileza de me dar duas.
Fiquei mudo, não consegui agradecer.
Guardei.
Eram idênticas a primeira vista.
Mas quando as olhei pela segunda vez, já conseguia distingui-las.
Cada uma com um ar de amor e de beleza. Com rigidez, mas com um tanto de fraquezas.
Com fé em tudo, mas cheias de incertezas.
As pus em um jarro, que espero nunca quebrar.
O senhor se apresentou como Deus.
Nomeei uma de Larissa, a outra apenas de Vani.
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