
É remédio, é dinheiro.
É curto, é muito, é inteiro.
É o tempo que nos cega.
Nunca é de se perdê-lo, mas também é de seu apreço.
Não tem peso, nem sombra, nem cara.
Mas você está apressado, eu vejo pela sua cara!
De tão grande é a felicidade de perde-lo de noção.
De repente, é hora! Acabou.
É hora de ir embora.
O tempo passou.
E vai continuar apressando, aliviando, marcando, e sendo perdido.
Continuaremos correndo, gastando, ganhando, separando... o tempo.
Um vicioso ciclo de gerúndios.
Hoje criamos a mais nova versão de nós mesmos.
Ampliada, corrida, e melhorada. O eu mais sofisticado.
Então quer dizer que o mais velho de nós ficou no passado?
Tempo é segredo, senhor de rugas e marcas.
De tantas mágoas abstratas, nos causa medo.
Quanto mistério, para algo que nem existe.
http://blablablasdemarina.blogspot.com/2010/09/romance.html
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